Rede de Proteção de Jornalistas e Comunicadores

MP de Roraima pede quebra de sigilo em processo que investiga sequestro e tortura de jornalista 

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Romano dos Anjos, 40, foi vítima de um sequestro em 26 de outubro de 2020. O principal suspeito do crime é o deputado Jalser Renier (Solidariedade), que na época era presidente da Assembleia Legislativa de Roraima

Por: Isabela Alves

O Ministério Público de Roraima (MP-RR) solicitou que o processo que investiga o sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos, 40, saia do segredo de Justiça. 

O profissional foi vítima de um sequestro em 26 de outubro de 2020, no estado de Roraima. Ele foi levado de casa no próprio carro e o veículo foi encontrado pela polícia queimado cerca de uma hora depois. Na manhã do dia 27, ele começou a andar e foi encontrado por um funcionário da Roraima Energia.

Os nomes dos envolvidos vieram à tona no dia 16 de setembro de 2021 durante a Operação Pulitzer, que prendeu sete suspeitos. Seis deles eram policiais militares e o outro detido era servidor da Assembleia Legislativa de Roraima.

Os policiais militares presos faziam parte da equipe de segurança do deputado Jalser Renier (Solidariedade), que na época era presidente da Assembleia Legislativa de Roraima. Ele foi afastado da presidência do legislativo pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em janeiro do ano passado, porque não poderia cumprir o sexto mandato consecutivo.

Segundo o MP, Jalser Renier – cassado por quebra de decoro – atuou como líder de milícia para agir contra aqueles que eram contra a forma de atuação na Assembleia Legislativa de Roraima, incluindo o jornalista.

A operação foi executada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Roraima e a Secretaria de Segurança Pública (Sesp).

Ao todo, foram 11 presos: os militares Natanael Felipe de Oliveira Júnior, Moisés Granjeiro de Carvalho, Paulo Cezar de Lima Gomes, Vilson Carlos Pereira Araújo, Clóvis Romero Magalhães Souza, Nadson José Carvalho Nunes, Gregory Thomas Brashe Júnior, Thiago de Oliveira Cavalcante Teles, o ex-servidor da Ale-RR Luciano Benedicto Valério e o ex-deputado estadual Jalser Renier.

Fonte: G1 e R7

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