A Rede Nacional de Proteção de Jornalistas e Comunicadores vem a público manifestar seu veemente repúdio ao episódio recente em que a jornalista Heloísa Villela foi interrompida e hostilizada durante o exercício de sua atividade profissional, enquanto realizava cobertura ao vivo pelo ICL no Congresso Nacional.
De acordo com registros divulgados, a profissional foi alvo de interferências e acusações infundadas de “desinformação” por parte de uma mulher identificada como apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que comprometeu o andamento da reportagem e caracteriza tentativa de constrangimento e intimidação ao trabalho jornalístico.
A Rede de Proteção reafirma que o livre exercício do jornalismo é um dos pilares fundamentais de qualquer sociedade democrática. Interrupções, agressões verbais e tentativas de deslegitimar profissionais da imprensa configuram ataques não apenas a indivíduos, mas ao direito coletivo à informação de qualidade.
Reiteramos que críticas à imprensa devem ocorrer dentro dos limites do respeito, da civilidade e do debate democrático, jamais por meio de intimidação ou assédio durante o exercício de sua atuação.
A Rede Nacional de Proteção de Jornalistas e Comunicadores age sobre denúncias de violência contra jornalistas e comunicadores recebidas através do site https://rededeprotecao.org.br/ferramenta-de-denuncia/.
Seguimos vigilantes na defesa da liberdade de imprensa e da integridade de quem atua na garantia cotidiana do direito humano à informação.