Rede de Proteção de Jornalistas e Comunicadores

37 jornalistas foram vítimas de ataques durante a cobertura do 2º turno das eleições

As equipes de televisão vem sendo chamadas de “petistas” e “comunistas” durante o exercício da profissão. As organizações identificaram também declarações racistas e até mesmo lutas corporais

Por: Isabela Alves

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), junto a organizações parceiras que monitoram a liberdade de imprensa e de expressão no Brasil, contabilizou 37 ataques à imprensa após o segundo turno. 

Os ataques ocorreram contra comunicadores, fotógrafos, cinegrafistas e repórteres. Os casos ocorreram em todas as regiões do país. Além disso, os jornalistas enfrentam dificuldades na cobertura dos atos golpistas que estão bloqueando as estradas no país.

As equipes de televisão vem sendo chamadas de “petistas” e “comunistas” durante o exercício da profissão. As organizações identificaram também declarações racistas e até mesmo lutas corporais. Muitos ataques ocorrem quando o jornalista está prestes a entrar ao vivo ou quando está fazendo a passagem em voz alta (prática de repetir o texto em voz alta). 

Ao longo de 2022, foram notificados 487 casos de violência contra os jornalistas. 28% deles são casos de ameaças, intimidações, agressões físicas e/ou destruição de equipamentos. O número representa um aumento de 7,5% em relação a todo o ano passado, quando foram registrados 453 ataques. 

As agressões aos jornalistas cresceram 73,4% de janeiro a novembro de 2022, em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Na eleição de 2018, a Abraji já havia apontado aumento dos ataques a jornalistas após a eleição, com nove jornalistas alvo de hostilidades. A maioria dos ataques foram feitos por apoiadores do então presidente eleito Jair Bolsonaro.

Fonte: Abraji

Imagem: Nelson Jr./ASICS/TSE

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