A Rede Nacional de Proteção de Jornalistas e Comunicadores acompanha com preocupação a ação judicial movida por Isabel Veloso contra a comunicadora e influenciadora científica Laura Marise de Freitas, responsável pelo canal “Nunca Vi 1 Cientista”. O processo (nº 0032440-91.2025.8.16.0021) busca indenização de R$ 40 mil, remoção de vídeo no YouTube e retratação pública, alegando que a produção teria maculado sua honra.
O vídeo questionado — intitulado “O que tem de errado no caso Isabel Veloso?” — tem caráter científico e informativo, abordando conceitos médicos sobre cuidados paliativos e critérios de terminalidade oncológica, com linguagem acessível ao público leigo. A análise da comunicadora se baseia em informações públicas, reportagens e falas da própria autora da ação, integrando o direito de crítica e a liberdade de expressão e de imprensa, assegurados pela Constituição e por decisões do STF (ADPF 130/DF, ADI 7055/DF e RCL 72.140).
Isabel Veloso é figura pública com milhões de seguidores, sujeita a análises e questionamentos, inclusive severos ou irônicos. Não há evidências de ofensa deliberada ou imputação de crime. O pedido de remoção do conteúdo configura tentativa de censura prévia, vedada pelo art. 220, §2º, da Constituição.
O caso revela uma ameaça concreta à divulgação científica e ao debate público qualificado. A atuação de Laura Marise é reconhecida nacionalmente pelo combate à desinformação e pelo incentivo ao pensamento crítico. Processos como este buscam silenciar comunicadores que desempenham papel essencial na defesa do interesse público.
A Rede de Proteção reafirma seu compromisso em defender a liberdade de expressão e repudiar ações judiciais de caráter intimidatório que visam restringir o trabalho de jornalistas, comunicadores e divulgadores científicos.