Rede de Proteção de Jornalistas e Comunicadores

Vereador Gabriel Monteiro ataca profissionais da imprensa após veiculação de reportagem

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Os repórteres Pedro Figueiredo (TV Globo), Luiz Ernesto Magalhães e Felipe Grinberg (ambos do O Globo) se tornaram alvos de ataques do parlamentar nas redes sociais

Por: Isabela Alves

O vereador Gabriel Monteiro (PL-RJ) vem desqualificando o trabalho da imprensa após ter se tornado alvo de uma investigação policial e do Ministério Público. As acusações ocorreram após Monteiro ter sido flagrado em vídeo tendo relações sexuais com uma adolescente de 15 anos e ter sido denunciado por ex-assessores por assédio moral e sexual. 

No domingo (3), o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma reportagem com depoimentos de três mulheres que acusam o parlamentar de estupro. As três mulheres, que tiveram a imagem preservada por medo de represálias, afirmaram que Monteiro as forçou a manter relações sexuais sem preservativo e que ele chegou usar uma arma como forma de ameaçar as vítimas.

Após a veiculação da matéria, os repórteres Pedro Figueiredo (TV Globo), Luiz Ernesto Magalhães e Felipe Grinberg (ambos do O Globo) se tornaram alvos de ataques do parlamentar. Os seus seguidores agora estão assediando os jornalistas com mensagens e ameaças nas redes sociais e fora delas. 

Em relação a Pedro Figueiredo, o vereador insinua que o jornalista teria interesses escusos em denunciá-lo, além de editar um vídeo com uma fala do repórter para fazer parecer que ele desconhece o assunto do qual trata.

Na última terça-feira (12), o  Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio começou o processo que pode resultar na perda de mandato do vereador.

O parlamentar irá responder pelas acusações de estupro, assédio moral e produção de vídeos forjados para o seu canal no YouTube. Por meio da plataforma, o político ganhava recursos financeiros com a monetização das gravações.

O colegiado vai escolher o relator da representação aberta contra o político. Monteiro nega ter cometido crimes e atribuiu as acusações aos adversários políticos, que estariam tentando destruí-lo.

Após escolha, o relator terá até cinco dias para citar Monteiro, enquanto o parlamentar deverá apresentar em até 10 dias a sua defesa por escrito e provas para contestar a denúncia.

Após a tramitação no Conselho, o caso será levado ao plenário da Casa para votação. Monteiro precisa da maioria absoluta dos parlamentares para que o processo seja suspenso. Caso não atinja o número, terá o mandato cassado. A decisão deve ser tomada em até 90 dias.

Fonte: Abraji, CNN Brasil e Metrópoles

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