Rede de Proteção de Jornalistas e Comunicadores

Brasil lidera ranking de mortes de jornalistas em decorrência da Covid-19

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Desde o início da pandemia foram registradas 314 mortes. Os países seguintes do ranking foram Índia, Peru e México

Por: Isabela Alves

Entre abril de 2020 a fevereiro de 2022, 314 jornalistas brasileiros morreram em decorrência da Covid-19. A média é de 1 morte a cada 2,2 dias. Os dados são do dossiê ‘Jornalistas Vitimados pela Covid-19’, produzido pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

O número alarmante coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking de países que mais perderam profissionais da imprensa por causa da doença. Os países seguintes foram a Índia, Peru e México, segundo dados do portal Press Emblem Campaign.

Em números absolutos, São Paulo lidera os casos de vítimas na categoria, com 42 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia (33,7%). Em seguida, aparece o Rio de Janeiro, com 33 casos, Pará e Paraná, com 24 casos cada, e Minas Gerais, com 20 casos.

É válido ressaltar que após o início da vacinação, o número de óbitos caiu drasticamente. Entre janeiro e fevereiro de 2022, foram 11 mortes, contra 42 do mesmo período no ano anterior. 

A pesquisa também incluiu os casos de morte onde os jornalistas morreram por complicações ou sequelas da doença, como morte por pneumonia e AVC (acidente vascular cerebral). Em 2022, foram notificados quatro casos desta natureza. 

O Relatório da FENAJ foi elaborado a partir de dados obtidos diretamente em jornais, sites e blogs de todo o país, informações fornecidas pelos Sindicatos de Jornalistas nos estados ou vindas diretamente de colegas de profissão. 

Apesar da amplitude da pesquisa, a instituição afirma que os números não refletem integralmente o tamanho da tragédia dentro da categoria, já que pode haver subnotificação dos casos. 

Acesse aqui o relatório completo: Dossiê Jornalistas Vitimados pela Covid-19

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