Rede de Proteção de Jornalistas e Comunicadores

Jornalista realiza protesto antiguerra e é processada por governo da Rússia

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Marina Ovsiannikova recebeu uma proposta francesa de asilo político, mas recusou.

Jornalista russa, processada pelo governo por se manifestar contra a guerra da Ucrânia, recusa oferta da França de asilo político. Marina Ovsiannikova foi multada em 30 mil rublos (cerca de R$1,2 mil reais) e pode receber a pena de “protesto ilegal”, com encarceramento de dez dias.

Na noite de segunda-feira, ela invadiu o noticiário da emissora Pervy Kanal, onde trabalha, e segurou, atrás da apresentadora, um cartaz escrito: “Não à guerra, não acredite na propaganda. Aqui eles estão mentindo para você”. A jornalista foi acusada de “infração administrativa” por “se manifestar sem autorização do governo russo”, de acordo com o jornal Novaya Gazeta.

Comparecendo à corte na terça (15), ela se declarou inocente e seu advogado, Daniil Berman, acreditou que ela fosse ser aplicada em uma nova lei aprovada no início do mês de março. De acordo com essa legislação, estariam proibidos às publicações de “informações caluniosas” sobre os militares russos, com uma pena de até 15 anos de prisão.

O caso repercutiu internacionalmente e até o presidente da França, Emmanuel Macron, ofereceu para a jornalista a possibilidade de “proteção consular”, dentro do território francês. Ela recusou a oferta afirmando que não queria deixar o país pois “sou uma patriota, meu filho mais ainda. De forma alguma queremos ir embora, não queremos ir para lado nenhum.”

Marina Ovsiannikova tem 43 anos, é mãe de dois filhos e natural de Odessa, na Ucrânia. Filha de mãe russa e pai ucraniano, a jornalista afirma que não suporta a disseminação de mentiras, por parte do governo, sobre o conflito.

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